Vejo a lama caindo por dentro do jardim de inverno
e não consigo ignorar o abstrato
De onde você tirou pra jogar aqui?
Quantos corpos dentro dos azulejos você já enterrou?
É um grito de socorro?
Vida de orvalho que fica doce amanhã
Não espere pra se ancorar no cais de luz
Os ponteiros param de trabalhar quando bem entender
Todas as respostas pairam na pele do cordeiro que não dorme
Qual dobra arrebentou tuas raízes?
Mas tudo bem, você tem sempre uma mão na testa
E nos olhos tantos dedos
Criatura negra, mistério dos céus
O que você faz aí do lado da mesa colorida calado?


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